quarta-feira, agosto 17, 2011

Sidarta

Por alguns dias me permite esquecer de ti, querido blog. Peço humildemente desculpas aos meus leitores fieis, ao meu querido blog por tamanho descaso, e a cafeína, que além de nomear este blog e propiciar-me inspiração, é a total responsável pelas minhas palavras. Salve a Dona Cafeína!
Estava evitando a escrita por motivos de saúde mental, espiritual e física. Escrever exige força, e, apesar de bem jovem, o meu potinho de espinafre está acabando. Acordei tão cinza. Mais cinza do que as palavras que escrevi no meu bloquinho de notas pela manhã. Palavras secas e vazias. Sem pé nem cabeça. Acho -  vou avisando de antemão que a certeza não tem nenhum valor nesse texto -  que ouvi demais ao meu respeito, tanto que vomitei-me. Acho que causei-me tamanho reboliço que não suportei mais me carregar, então vomitei-me. Cansei. (Pausa, a playlist começou a tocar 'Mr. Tambourine Man'). Onde eu estava? Ah sim, na parte em que eu conto o que já deveria ter feito a muito tempo: cansar-me e refazer-me. Sabe aquele conto batidíssmo que professores contam na escola para dar uma injeção de ânimo nos alunos? Sim, aquele da águia que subiu no topo do monte para refazer-se. É um belo conto, devo admitir, mas não foi bem nele que pude tomar injeções de conclusões e auto-reflexão. As tomei com um dos personagens mais maravilhosos que já conheci nas linhas de um livro, um belo e mágico livro, por sinal. O nome desse fantástico personagem é Sidarta, que busca tão somente o encontro de si mesmo. O Átman.  (Pausa, a saudade visitou-me). Sidarta conseguiu ocupar todo o espaço entre meus livros de cabeceira. Preciso de injeções de Sidarta para começar o dia. Esse livro tem um significado especial, tão especial que tenho certeza que serei injusta se ousar descrevê-lo ou quantificar o seu valor para mim. Sempre preocupei-me com a relação possessiva que os livros poderiam causar-me, mas confesso que nunca temi, pelo contrário: eu queria absorvê-los por inteiro. Pode ser uma relação louca e afins, mas o que seria desse mundo vil sem as anormalidades? Pois então eu escolho gastar minutos da minha vida escrevendo e me preenchendo de cafeína enquanto meu coração pulsa acelerado por estar produzindo palavras, de loucuras ou sanidades sobre um livro.                                                                    "Minhas desequilibradas palavras são o luxo do meu silêncio". 


Anjinha, obrigada pelo livro. 

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